3ª Edição

Sobre

“Vivendo o trabalho subalterno” é uma atividade da Escola Judicial que visa suscitar nos magistrados a experiência de uma pesquisa etnográfica, em que passam um dia atuando como trabalhadores subordinados, tendo por objetivo exercitar a alteridade.

Quando alguém reagiu dizendo: “Quero ver é trabalhar fazendo telemarketing de TV a cabo”, caiu a ficha: o leque de trabalhos descritos como insuportáveis, seja porque não queremos fazê-los, seja porque não queremos ser importunados pela
sua realização, seja porque, no fim das contas, eles resultam na invisibilidade dos
trabalhadores, é muito maior do que imaginado e do que relatado nos diários de campo dos magistrados que participaram do projeto Vivendo o Trabalho Subalterno nas edições anteriores em 2017 e 2018. De fato, nenhuma das
narrativas de igual quantidade de magistrados trabalhistas  descreve o trabalho de oferta de promoções especiais em telemarketing ativo ou a oitiva de reclamações e, eventualmente, impropérios em telemarketing passivo, mas elas contam as histórias de um dia de trabalho por eles vivenciado como garis, faxineiros, copeiros, cobradores de ônibus, caixas de supermercado, auxiliar de serviços gerais,quando saíram de sua zona de conforto e realizaram uma curta incursão em um mundo desconhecido, que lhes é, contudo, rotineiramente descrito nas salas de audiências. Para eles, talvez não tenha sido mais que um flash, um instantâneo de uma realidade distante, mas, para o leitor, trata-se de um convite à aventura, à descoberta do esforço efetivado.

Nesta terceira edição, convidamos novamente os magistrados trabalhistas a experienciar ser um Outro.

Assista, aqui, o vídeo teaser do projeto.

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